Tratamentos

Quando pensar na fertilização in vitro?

maio 11, 2015 — by RodrigoRosa

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Tratamentos

Quando pensar na fertilização in vitro?

maio 11, 2015 — by RodrigoRosa

Muitos casais se deparam com a dificuldade em  engravidar e com o passar do tempo, a tensão e angústia vão se tornando maiores. O importante é buscar ajuda profissional, pois a fertilização in vitro é um tratamento que permite a maioria dos casais inférteis alcançarem a gestação.

A fertilização in vitro está indicada nas falhas de inseminações, endometriose grave, síndrome dos ovários policísticos ( sem resposta aos namoros programados após uso de indutores da ovulação), fator tubário, fator masculino moderado e grave, doação de óvulos, ISCA de longa data, entre outros.

Quais_suas_chances

A fertilização in vitro é denominada uma técnica de reprodução assistida de alta complexidade. É realizada no laboratório com preparo do sêmen  e dos óvulos, portanto in vitro. A obtenção dos espermatozoides pode ser realizada por ejaculação espontânea ou através de procedimentos cirúrgicos (extração testicular ou epididimária), sob anestesia. Nesses últimos , é necessária punção ou biópsia nos casos de azoospermia obstrutiva ou não-obstrutiva. Na técnica de fertilização in vitro clássica, após a obtenção dos óvulos e espermatozoides, ambos são colocados em uma placa no laboratório para que haja a fertilização espontaneamente. A seguir, os óvulos fertilizados são acompanhados em seu desenvolvimento, sendo transferidos após 2 a 5 dias para a cavidade uterina, através de cateter específico.

Já na técnica de fertilização in vitro por meio de ICSI,  é realizada injeção de um único espermatozoide diretamente no interior do óvulo, através da micromanipulação dos gametas. Os óvulos serão fertilizados e, após acompanhamento e seleção, os pré-embriões serão transferidos como na FIV clássica.É a técnica mais realizada atualmente devido ao grande potencial de fecundação dos óvulos, independentemente da condição do sêmen ou da qualidade dos óvulos.

O número de embriões transferidos varia de acordo com o caso, podendo ser no máximo dois em mulheres até 35 anos, três embriões em mulheres dos 36 aos 39 anos e até quatro nas mulheres acima dos 39 anos.

A taxa de sucesso varia de acordo com a idade da mulher e das causas da infertilidade, variando de 5% a 10%  até 70% por tentativa.

Os embriões que tenham boa qualidade e não foram transferidos para o interior do útero no mesmo ciclo que foram gerados ( embriões excedentes, por exemplo), já é possível oferecer a criopreservação. Nessas sistuações, os embriões congelados podem permanecer para uso futurom permitindo que cada um possa, depois de descongelado, ser transferido em outro ciclo com preparo adequado da cavidade uterina.Não há nesse caso necessidade de estimulação ovariana novamente e os embriões podem ser descongelados em vários ciclosm dependendo do número e de seu reaproveitamento. Com boas técnicas de congelamento/descongelamento, as chances são semelhantes às dos embriões frescos.